No cenário europeu, o evento mais importante da semana foi a reunião do Banco Central Europeu (BCE) que aconteceu na quinta-feira (18). Em decisão unânime, a autoridade monetária decidiu manter a taxa de juros inalterada em 3,75% a.a., como era amplamente esperado pelo mercado.
O comunicado veio em um tom mais duro (hawkish), com o BCE reforçando a mensagem de que a trajetória dos juros segue dependente do conjunto de dados, em especial da desaceleração do crescimento dos salários que deve pautar o contínuo progresso da inflação.
Nessa mesma linha, a presidente Christine Lagarde destacou que não espera uma desaceleração expressiva da inflação até o final do ano e que a meta de 2% ao ano deve ser atingida apenas em 2025. Dessa forma, o comitê europeu optou por preservar a flexibilidade em relação aos próximos passos de política monetária.
Próximo corte de juros nos EUA deve acelerar redução também na Europa
Com o provável início do processo de corte de juros nos EUA na reunião de setembro, o mercado também antecipa o próximo corte de 25 pontos-base nas taxas europeias na próxima reunião marcada para o dia 12 de setembro.
Embora o BCE tenha se descolado do Federal Reserve (Fed) no início do processo de corte de juros, olhando para frente, os cortes no Fed Funds devem contribuir para o aumento da confiança do BCE em relação ao processo de flexibilização monetária. Por isso, vemos as próximas reduções das taxas sendo anunciadas em reuniões alternadas até o final deste ano, e o mercado caminhando para uma taxa de juro terminal inferior aos 2,5% a.a. precificado hoje para o final de 2025.
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